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Todo mundo fala que usa dados, mas quantos realmente usam? Spoiler: menos do que você imagina. Sabe aquela sensação quando você abre o LinkedIn e parece que todo mundo virou “data-driven”? CEO falando de IA, CMO citando MMM, até o estagiário postando sobre Python. Mas aí você vai ver os números reais e… bem, a realidade é outra.
Vamos ser honestos: enquanto o Vale do Silício debate AGI e computação quântica, a maioria das empresas brasileiras ainda não consegue responder perguntas básicas como “qual canal trouxe mais conversões mês passado?” sem passar 3 horas no Excel.
O gap é brutal. E o pior: muita gente nem sabe que está ficando para trás.
Alguns sinais de que sua empresa pode estar no grupo “faz de conta que é data-driven”:
Diferente daqueles relatórios genéricos traduzidos do inglês, esse panorama do mercado brasileiro de analytics está capturando nossa realidade nua e crua. Estamos falando de:
Nível 1 – “Achismo Premium” Usa Google Analytics básico, toma decisão por gut feeling mas chama de “experiência de mercado”. Acha que ter um dashboard no Data Studio é ser data-driven.
Nível 2 – “Aspirante a Dados” Tem as ferramentas certas mas não sabe usar. Paga fortuna em plataforma de CDP mas usa 10% das funcionalidades. Fala em IA mas o máximo que faz é prompt engineering.
Nível 3 – “Data Ninja” Server-side tracking rodando, MMM calibrado, equipe técnica própria. Usa dados para prever o futuro, não só explicar o passado. Provavelmente menos de 5% do mercado.
O mais interessante dos dados preliminares? Tamanho da empresa NÃO é o principal fator de maturidade. Tem startup de 20 pessoas rodando stack mais avançado que multinacional de 10 mil.
A diferença? Mentalidade. E é isso que os dados estão escancarando: o problema do Brasil não é falta de tecnologia, é resistência cultural.
O mapeamento está coletando dados de empresas de todos os tamanhos e setores. Os participantes recebem:
Mas o real valor? Descobrir onde você REALMENTE está — sem filtros, sem ego, sem desculpas.
O mercado brasileiro tem uma característica peculiar: somos ótimos em adotar buzzwords, péssimos em implementação. Todo mundo quer ser “data-driven”, mas poucos querem investir o tempo, dinheiro e (principalmente) mudança cultural necessária.
Esse tipo de pesquisa não é só mais um relatório bonito em PDF. É um espelho. E dependendo do que você ver refletido, pode ser o wake-up call que muitas empresas precisam.
O Panorama Digital Analytics 2025 ainda está coletando dados até o final de novembro. Para quem tem curiosidade sobre onde sua empresa realmente está no espectro de maturidade, a participação ainda está aberta.
Os resultados completos serão divulgados em dezembro, prometendo algumas revelações desconfortáveis sobre o real estado da transformação digital no Brasil.
P.S.: Se você chegou até aqui e ainda acha que sua empresa está bem na foto, tenho uma notícia: estatisticamente, 95% das empresas se autoavaliam acima da média. Faça as contas.
P.P.S.: Sim, os dados vão revelar quais setores estão mais avançados. Spoiler: varejo e financeiro brigando no topo, mas tem uma dark horse que ninguém espera…
O Panorama Digital Analytics 2025 é uma pesquisa independente sobre maturidade analítica no Brasil, com participação de mais de 500 empresas. Os dados são tratados de forma agregada e anônima.