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Além de encontrar receitas, tutoriais para instalar programas e fazer reparos, transmissões esportivas, shows e muito mais, o streaming de vídeo do Google também é uma plataforma para vender e faturar. Essas funcionalidades estão disponíveis por meio do YouTube Shopping.
Destinado aos criadores de conteúdos, o recurso estreou em 2023 nos Estados Unidos e tem se expandido para outros mercados desde então. O Brasil foi uma das adições recentes, com a ferramenta oferecendo uma nova opção de monetização para donos de canais.
Transformando o canal em uma “vitrine”, o recurso oferece aos criadores a oportunidade de marcar produtos em vídeos. Com isso, é possível promovê-los durante as gravações longas, curtas e também nas transmissões ao vivo.
O espectador pode clicar no link ao reproduzir o conteúdo, enquanto vê um vídeo com dicas, review ou unboxing. Antes de acessar a loja online, ele confere a descrição do produto, preço, imagens e outros detalhes.
A iniciativa tem um programa de afiliados que dá ao influenciador uma comissão para cada venda realizada a partir dos seus vídeos. Para tanto, é necessário que o espectador clique no anúncio dentro da gravação e confirme a compra.
Essas comissões são pagas entre 60 e 120 dias após a confirmação da compra, período em que a plataforma processa a operação e verifica se não houve devolução. O dinheiro fica disponível no Adsense para YouTube, já conhecido pelos criadores.
Disponíveis nos vídeos longos, Shorts e transmissões ao vivo, os produtos do shopping do YouTube podem surgir de diferentes maneiras na tela, dependendo do formato ativado. Uma das alternativas é adicioná-los em uma vitrine virtual ao lado ou abaixo do conteúdo.
Essa vitrine pode ser personalizada para destacar produtos específicos ou exibir uma seleção automática de itens de maior popularidade e/ou que estejam disponíveis. Outra opção está nas coleções, organizadas em grupos temáticos.
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Também é possível destacar os produtos na descrição do vídeo, fixá-los no chat durante as lives ou por meio de um botão de compra que aparece durante a reprodução, permitindo visualizar preço e fotos sem sair do YouTube. Vale citar, ainda, a loja do canal, acessível via link na página.
Tem um canal no YouTube e interesse em ganhar dinheiro ajudando espectadores a encontrar produtos? Neste caso, é necessário participar do Programa de Afiliados do YouTube Shopping e cumprir os critérios de elegibilidade para criadores.
Os requisitos são:
Seu canal é elegível ao YouTube Shopping no Brasil? Para aderir ao programa de afiliados, você deve iniciar uma sessão no YouTube Studio, no computador, selecionar a opção “Monetização” no menu à esquerda e, a seguir, clicar em “Compras”.
O sistema indicará se o canal pode aderir à iniciativa e, na sequência, o criador deve clicar em “Começar”. É recomendável ler os termos de utilização do programa para sanar dúvidas, aceitando as normas, ao final, caso concorde com elas.
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Agora, basta aguardar a aprovação pelo streaming de vídeos do Google. Logo após, você poderá marcar os produtos nos conteúdos antigos e novos. No momento, Mercado Livre e Shopee são as marcas parceiras do projeto no Brasil, mas novas opções devem ser adicionadas em breve.
Quem está assistindo aos vídeos pode interagir com os produtos marcados que aparecem na tela, lembrando que a exibição depende do formato escolhido pelo criador. Se o botão “Comprar” surgir durante uma live, clicar nele abrirá um card com as informações do item.
Em geral, a visualização dos detalhes não interrompe a reprodução, permitindo verificá-los sem sair do YouTube. O mesmo acontece no formato de prateleira, que mantém o espectador dentro do canal até ele decidir se irá realizar a compra.
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Já o passo final, com a adição do produto ao carrinho, a digitação dos dados de pagamento e entrega, acontece na página da loja parceira do programa, após o espectador ser redirecionado por meio de um link na etiqueta.
Com 25 milhões de usuários brasileiros fazendo pesquisas sobre compras na plataforma no mês de julho, conforme pesquisa da Kantar, o YouTube tem se tornado uma opção cada vez mais buscada pelas pessoas interessadas em adquirir novos produtos. Elas procuram informações detalhadas do item que estão prestes a comprar.
Dessa forma, é possível aproveitar esse potencial para faturar com as comissões de vendas, indicando produtos em seu canal. Algumas práticas ajudam a atrair mais espectadores:
Para criadores, a iniciativa surge como uma nova opção de monetização além do Adsense, diversificando ganhos com links de afiliados. O programa também é vantajoso para as marcas, que se aproveitam da visibilidade do streaming para expor produtos a novos públicos engajados.
Outros benefícios para lojistas são melhorar as taxas de conversão a partir das recomendações de canais especializados e o processo simplificado de vendas. Já os consumidores contam com conteúdos que os ajudam a fazer as melhores escolhas e uma experiência de compra mais fluida.
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Apesar das facilidades para todos os envolvidos, a plataforma de compras do YouTube apresenta limitações, como a baixa quantidade de lojas parceiras. No Brasil, há somente duas, por enquanto.
Também vale citar a dependência da produção contínua de vídeos para aparecer nas recomendações e alcançar novos consumidores, o que exige tempo e recursos. Além disso, a iniciativa ainda é recente e lida com concorrentes de peso e funcionando há mais tempo.
O número reduzido de países em que o programa está presente é outra limitação. Além de EUA e Brasil, ele chegou a lugares como Índia, Filipinas, Indonésia, Singapura, Malásia, Vietnã, Tailândia e Coreia do Sul, para criadores, lista ligeiramente maior para compradores, incluindo Japão, Colômbia e Canadá, entre outros.
Há, ainda, os critérios de elegibilidade para os canais se inscreverem no projeto e monetizar vídeos, com a exigência de um número mínimo de inscritos restringindo a participação a influenciadores mais populares.
Dificuldades técnicas e logísticas são outros desafios enfrentados pelos participantes, mas a expectativa é de que as soluções apareçam à medida que o projeto avançar e chegar a mais mercados e lojas.
Fez compras pelo YouTube Shopping ou já interagiu com os anúncios enquanto assistia a algum vídeo? Compartilhe a sua experiência com a gente, comentando nas redes sociais do TecMundo.