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O tema inteligência artificial (IA) está quente na indústria e gera algumas preocupações sérias, mas pode também vir acompanhado de desinformação ou interpretações equivocadas. É o caso de um estudo que circulou nos últimos dias envolvendo chatbots e a vida afetiva nos Estados Unidos.
De acordo com a pesquisa, 28,16% dos adultos no país disseram “ter ao menos uma relação romântica ou íntima com uma IA”. Além disso, pessoas mais jovens são as que mais tendem a engajar em um romance virtual com chatbots, enquanto aquelas com ao menos 60 anos são mais propensas a pensar que esse tipo de relacionamento não é traição.
O estudo aponta ainda que “mais da metade” dos estadunidenses “disse ter algum tipo de relação” com um sistema de chatbot, o que pode significar também amizade, companheirismo ou confidência. Entre os 30 serviços citados, o ChatGPT e a Character.AI foram as mais listadas, seguidos por Alexa, Siri e Google Gemini.
Após a viralização da pesquisa, entretanto, alguns questionamentos pertinentes começaram a surgir a respeito da metodologia utilizada.
De qualquer modo, nos próximos anos vários outros estudos com as mais diversas metodologias e amostragens deve trazer um cenário mais completo sobre o atual nível de dependência emocional de pessoas em relação a chatbots — e esses dados já são importantes para trabalhos de prevenção de regulamentação.
Nos últimos dois anos, há casos como de dois jovens moradores dos EUA que, com menos de um ano de diferença entre as histórias, tiraram a própria vida depois de meses interagindo com um chatbot de ficção que atuava como namorada, além do idoso que se acidentou ao sair para um encontro em um endereço fornecido por uma IA com quem ele mantinha conversas amorosas.
Plataformas como o ChatGPT reduziram a tendência a paquerar usuários recentemente, em especial após as denúncias ou processos movidos contra as empresas. O mesmo vale para a relação desses sites com crianças, já que o comportamento dos chabots pode ser manipulado para se tornar até criminoso.
Você sabe o que são realidades sintéticas e qual pode ser o papel do Brasil nessa área cheia de potencial? Confira a resposta neste artigo!