Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124

Muitas mulheres e alguns homens precavidos estudam antes da prova, reservam hotéis antes de viajar e consultam listas de ingredientes antes de preparar uma receita. Por que, então, embarcar em jornada tão radical quanto tomar um psicodélico sem procurar saber antes no que a pessoa está se metendo?
Não se trata de incentivar o uso, mas de tornar mais seguro o que já está ocorrendo. Bons resultados contra depressão e transtorno de estresse pós-traumático em testes clínicos controlados viraram notícia, mas, como a regulamentação biomédica demora, cresce o consumo quase sempre ilegal.
Nos EUA, onde três estados permitem algumas substâncias, 4,5% dos adultos (12 milhões) relatam ter usado um psicodélico nos 12 meses anteriores. O mais empregado é a psilocibina de cogumelos.
Preparação é tudo, prescreve o blogueiro virginiano. A experiência acumulada em milhares de anos de uso por povos tradicionais e há décadas por milhões de psiconautas sedimentou certas recomendações de bom senso para prevenir a ocorrência de “bad trips” (viagens ruins), que são raras, mas acontecem.
Descartes anotou em seu “Discurso do Método”, com ironia, que o bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo, pois todos acreditam estar bem providos dele. Nada melhor, assim, que sistematizar itens de prontidão para uma boa viagem psicodélica, como fez Rosalind McAlpine.
A pesquisadora da Universidade de Londres desenvolveu uma escala para medir o nível de preparação do candidato a psiconauta. São 20 quesitos divididos em quatro áreas: conhecimento e expectativa; prontidão psicofísica; intenção e preparação; planejamento de cuidados.
Começando pelo último grupo, com frequência negligenciado, McAlpine formulou cinco itens para ticar:
Intenção e preparação mereceram quatro quesitos:
Na área psicológica e física, são seis itens:
Por fim, e talvez o mais importante, conhecimento e expectativa se traduzem em cinco pontos:
Ninguém precisa aplicar essa checklist ponto por ponto, claro, a não ser talvez psicoterapeutas e pesquisadores clínicos a pacientes sob sua supervisão. Mas ela dá uma boa visão geral do que se pode fazer para diminuir o risco de viagens ruins.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.