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Lançado no dia 24 de outubro pela Netflix, o filme Casa de Dinamite subiu rapidamente para o topo dos mais assistidos do streaming. Além de trazer um elenco repleto de estrelas, o longa-metragem também se destaca por marcar o retorno da diretora Katrhyn Bigelow (vencedora do Oscar por The Hurt Locket) a um grande projeto após um hiato que durou oito anos.
A obra retrata um dia de caos para o governo dos Estados Unidos, conforme o país se vê alvo de um míssil nuclear direcionado a uma de suas maiores metrópoles. O público pode acompanhar a situação sobre três pontos de vista distintos, conforme decisões importantes e tentativas de parar a ameaça são tomadas em um intervalo de somente 18 minutos.
Casa de Dinamite traz uma estrutura pouco convencional para um longa-metragem, repetindo três vezes sua narrativa. O que muda entre cada capítulo é o foco dos acontecimentos, que se alternam entre os pontos de vista da Capitã Olivia Walker (Rebecca Fergusson), do vice-conselheiro de Segurança Nacional, Jake Baerington (Gabriel Basso) e do presidente dos Estados Unidos, interpretado por Idris Elba.
Dado o curto de espaço de tempo que retrata, Casa de Dinamite não dá muito espaço para que seus personagens façam grandes planos ou pensem profundamente sobre o que está acontecendo. Eles simplesmente se deparam com uma grande ameaça que vai chegar em breve, e fazem o que é possível para responder a ela da melhor maneira possível.
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Isso envolve participar de várias chamadas de vídeo, que são marcadas por dificuldades técnicas e falta de costume com a tecnologia. Ao mesmo tempo, os personagens precisam lidar com dramas pessoais urgentes: o secretário de defesa Reid Baker (Jarred Harris), tem seu desempenho atrapalhado pelo fato de que sua filha, interpretada por Kaitlyn Dever, mora em Chicago — e, portanto, pode se tornar uma vítima direta do ataque.
O elemento mais polêmico de Casa de Dinamite é resultado do fato de que, embora sua narrativa se conclua três vezes, nunca descobrimos o que realmente acontece no final. Embora tudo indique que o ataque nuclear foi bem-sucedido e devastou Chicago, o público nunca tem a confirmação sobre seu verdadeiro impacto, quantas pessoas morreram ou como o governo dos Estados Unidos vai responder.
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Segundo a diretora Bigelow explicou à Netflix, essa foi uma decisão intencional. “Quero que o público saia dos cinemas pensando ‘ok, o que fazemos agora?’”, afirmou ela ao site Tudum. “Essa é uma questão global, e claro que espero que um dia possamos reduzir nosso estoque nuclear”.
“Mas, enquanto isso não acontece, realmente vivemos sobre uma casa de dinamite. Eu senti que era muito importante espalhar essa informação por aí, para que possamos iniciar uma conversa”, continuou. Segundo a diretora e o roteirista Noah Oppenheim, nunca foi cogitado explicar qual era a origem do ataque ou o responsável por ele. “O antagonista é o sistema que construímos para essencialmente destruir o mundo após o puxar de um gatilho”, explica Bigelow.
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