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Servidores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) realizaram na manhã desta segunda-feira (15) uma manifestação em frente ao HC (Hospital das Clínicas), unidade gerida pela instituição, em Campinas, no interior paulista. O ato dá início a uma greve de 48 horas foi aprovada em assembleia, segundo os funcionários.
O ato demonstra oposição desses servidores à mudança de gestão do HC, que deve ser tornar uma autarquia sob administração da Secretaria de Estado de Saúde.
Em nota, a Unicamp afirma que não há paralisação das atividades e que a reitoria “respeita as diferentes formas de manifestação”. A assessoria de imprensa do HC afirmou, por sua vez, que todas as atividades assistenciais, eletivas e de urgência estão normais.
Segundo o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), a operação de mudança foi discutida sem o conhecimento dos servidores, que são contra. A entidade alega que a transferência de gestão dá poder ao governo do estado para interferir na administração do hospital, o que não ocorre sob a tutela da Unicamp.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o STU afirma que 30% dos servidores da saúde aderiram à paralisação, sem citar o número total de funcionários engajados. Em seu site, a entidade diz que uma nova assembleia será realizada na quarta-feira (17) para avaliar os efeitos da greve.
Em números absolutos, a Unicamp tem cerca de 9.000 servidores, incluindo profissionais dos dois hospitais —HC e Caism (hospital da mulher)—, docentes e pesquisadores. Segundo o STU, cerca de 4.500 correspondem apenas à área da saúde, incluindo estatutários (concursados) e terceirizados.
Embora a instituição afirme que os atendimentos não foram prejudicados, há relatos de revezamento entre funcionários para manutenção dos atendimentos de urgência do HC.
O Hospital das Clínicas, uma unidade de alta complexidade, é um dos mais importantes da Região Metropolitana de Campinas, área cuja população é de 3,3 milhões de habitantes. A unidade vive recorrentes episódios de superlotação na emergência, uma vez que atende também pacientes de outras cidades do interior.
Em 2024, o orçamento do hospital superou os R$ 714 milhões, incluindo recursos do estado e da União.
O sindicato vê no movimento um aumento de poder do estado, que passaria a ter autonomia para aplicar terceirizações e cortes de pessoal, por exemplo.
A Secretaria de Saúde de São Paulo foi procurada por meio de sua assessoria de imprensa, mas não se manifestou até a publicação deste texto.